Stenotrophomonas maltophilia: resistência emergente ao SMX-TMP em isolados brasileiros. uma realidade?

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Rodrigues,Luiza Souza
Data de Publicação: 2011
Outros Autores: Gioia,Thais Sabato Romano Di, Rossi,Flávia
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial (Online)
Texto Completo: http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442011000500004
Resumo: INTRODUÇÃO: Stenotrophomonas maltophilia é um importante patógeno hospitalar emergente, naturalmente resistente aos carbapenêmicos, que possui sulfametoxazol/trimetoprima (SMX-TMP) como opção terapêutica. Porém, relatos de resistência a essa droga começaram a aparecer. OBJETIVO: Avaliar o perfil de sensibilidade das cepas de S. maltophilia e comparar os resultados obtidos por diferentes metodologias. MÉTODOS: As cepas isoladas na rotina microbiológica do Hospital das Clínicas de São Paulo em 2007 foram avaliadas quanto ao perfil de suscetibilidade por disco-difusão e microdiluição. Respeitando a padronização do Clinical and Laboratory Standard Institute (CLSI), SMX-TMP e levofloxacino foram testados pelas duas técnicas, bem como a tigeciclina, interpretada segundo a agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA). Ticarcilina/clavulanato, ceftazidima, imipenem, meropenem e moxifloxacino foram avaliados apenas por microdiluição. O percentual de correlação entre as metodologias foi analisado pelo programa WHONET®. RESULTADOS: Das 126 cepas, 1,6% apresentaram resistência a SMX-TMP; 2,4%, a levofloxacino; 23%, a ticarcilina/clavulanato; 54%, a ceftazidima. Todas apresentaram concentração inibitória mínima (CIM) < 2 µg/mL para tigeciclina e 96,8%, CIM < 2 µg/mL para moxifloxacino. O índice de concordância categórica entre as metodologias foi de 100% para SMX-TMP e de 89,6% para levofloxacino. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: Embora SMX-TMP seja a droga de escolha para o tratamento de infecções por S. maltophilia, há possibilidade de resistência a esse antibiótico, dificultando a decisão terapêutica empírica, sendo fundamental a realização do teste de sensibilidade. A técnica de disco-difusão demonstrou boa correlação com a microdiluição. Entre as novas opções terapêuticas, tigeciclina e moxifloxacino apresentaram boa atividade in vitro.
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