Simulacros enunciativos e efeitos de blindagem no discurso HumorÃstico
Autor(a) principal: | |
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Data de Publicação: | 2018 |
Tipo de documento: | Tese |
Idioma: | por |
Título da fonte: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFC |
Texto Completo: | http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=20422 |
Resumo: | O presente trabalho tem por objetivo principal descrever, à luz da semiÃtica francesa, greimasiana, o efeito de blindagem, entendido aqui como uma proteÃÃo contra a identificaÃÃo do sujeito-humorista com um universo axiolÃgico especÃfico, produzido pelo discurso humorÃstico. Para tanto, partimos de uma concepÃÃo de enunciaÃÃo como instÃncia pressuposta do enunciado que, como tal, somente pode ser descrita ou reconstruÃda pelas marcas deixadas no enunciado. Como implicaÃÃo dessa concepÃÃo de enunciaÃÃo, buscamos ainda descrever os procedimentos enunciativos e comunicativos que caracterizariam uma dinÃmica identitÃria, um procedimento enunciativo, portanto, a que convencionamos chamar sujeito-humorista. Fica evidente que nosso propÃsito nÃo passa por identificar um sujeito empÃrico, mas sim um modo de operaÃÃo discursiva que julgamos envolver estratÃgias enunciativas, de debreagem e de embreagem; ambiguidade do acordo comunicativo, fiduciÃrio e veridictÃrio; e ainda os modos de interaÃÃo mobilizados pelo enunciado humorÃstico. Dado que nosso objeto, a blindagem, nÃo se presta a uma anÃlise quantificÃvel numericamente, adotamos uma metodologia qualitativa. Por esse caminho, selecionamos textos reconhecidos como humorÃsticos que assumem o papel de exemplificar nossas reflexÃes acerca do fenÃmeno de blindagem. Os resultados de nossas leituras demonstraram que o efeito de blindagem se produz à medida em que os procedimentos enunciativos mobilizados e os acordos comunicativos estabelecidos esvaziam semanticamente o sujeitohumorista, criam instÃncias enunciativas com diferentes graus de profundidade e impedem a atribuiÃÃo ao sujeito-humorista da conjunÃÃo ou disjunÃÃo dos valores atualizados pelo enunciado. |
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Para tanto, partimos de uma concepÃÃo de enunciaÃÃo como instÃncia pressuposta do enunciado que, como tal, somente pode ser descrita ou reconstruÃda pelas marcas deixadas no enunciado. Como implicaÃÃo dessa concepÃÃo de enunciaÃÃo, buscamos ainda descrever os procedimentos enunciativos e comunicativos que caracterizariam uma dinÃmica identitÃria, um procedimento enunciativo, portanto, a que convencionamos chamar sujeito-humorista. Fica evidente que nosso propÃsito nÃo passa por identificar um sujeito empÃrico, mas sim um modo de operaÃÃo discursiva que julgamos envolver estratÃgias enunciativas, de debreagem e de embreagem; ambiguidade do acordo comunicativo, fiduciÃrio e veridictÃrio; e ainda os modos de interaÃÃo mobilizados pelo enunciado humorÃstico. Dado que nosso objeto, a blindagem, nÃo se presta a uma anÃlise quantificÃvel numericamente, adotamos uma metodologia qualitativa. Por esse caminho, selecionamos textos reconhecidos como humorÃsticos que assumem o papel de exemplificar nossas reflexÃes acerca do fenÃmeno de blindagem. Os resultados de nossas leituras demonstraram que o efeito de blindagem se produz à medida em que os procedimentos enunciativos mobilizados e os acordos comunicativos estabelecidos esvaziam semanticamente o sujeitohumorista, criam instÃncias enunciativas com diferentes graus de profundidade e impedem a atribuiÃÃo ao sujeito-humorista da conjunÃÃo ou disjunÃÃo dos valores atualizados pelo enunciado.O presente trabalho tem por objetivo principal descrever, à luz da semiÃtica francesa, greimasiana, o efeito de blindagem, entendido aqui como uma proteÃÃo contra a identificaÃÃo do sujeito-humorista com um universo axiolÃgico especÃfico, produzido pelo discurso humorÃstico. Para tanto, partimos de uma concepÃÃo de enunciaÃÃo como instÃncia pressuposta do enunciado que, como tal, somente pode ser descrita ou reconstruÃda pelas marcas deixadas no enunciado. Como implicaÃÃo dessa concepÃÃo de enunciaÃÃo, buscamos ainda descrever os procedimentos enunciativos e comunicativos que caracterizariam uma dinÃmica identitÃria, um procedimento enunciativo, portanto, a que convencionamos chamar sujeito-humorista. Fica evidente que nosso propÃsito nÃo passa por identificar um sujeito empÃrico, mas sim um modo de operaÃÃo discursiva que julgamos envolver estratÃgias enunciativas, de debreagem e de embreagem; ambiguidade do acordo comunicativo, fiduciÃrio e veridictÃrio; e ainda os modos de interaÃÃo mobilizados pelo enunciado humorÃstico. Dado que nosso objeto, a blindagem, nÃo se presta a uma anÃlise quantificÃvel numericamente, adotamos uma metodologia qualitativa. Por esse caminho, selecionamos textos reconhecidos como humorÃsticos que assumem o papel de exemplificar nossas reflexÃes acerca do fenÃmeno de blindagem. Os resultados de nossas leituras demonstraram que o efeito de blindagem se produz à medida em que os procedimentos enunciativos mobilizados e os acordos comunicativos estabelecidos esvaziam semanticamente o sujeitohumorista, criam instÃncias enunciativas com diferentes graus de profundidade e impedem a atribuiÃÃo ao sujeito-humorista da conjunÃÃo ou disjunÃÃo dos valores atualizados pelo enunciado.The main purpose of this doctoral thesis is to describe, in the light of the French Semiotics, Greimasian, the shielding effect, understood here as a protection against the identification of the subject-humorist with a specific axiological universe, produced by humorous discourse. For this, we start from a conception of enunciation as a presupposed instance of the utterance which, as such, can only be described or reconstructed by the marks left in the utterance. As an implication of this conception of enunciation, we also try to describe the enunciative and communicative procedures that would characterize an identity dynamics, an enunciative procedure, therefore, what we call the subject-humorist. It is evident that our purpose is not to identify an empirical subject, but rather a discursive mode of operation that we think involves enunciative strategies, shifting out and shifting in; ambiguity of the communicative, fiduciary and veridictory agreement; and also the modes of interaction mobilized by the humorous statement. Since our object, the shield, does not lend itself to a numerically quantifiable analysis, we adopted a qualitative methodology. Through this path, we select texts recognized as humorous that assume the role of exemplifying our reflections about the phenomenon of shielding. The results of our analyzes showed that the shielding effect occurs as the mobilized enunciative procedures and the established communicative agreements empty the subject-humorist semantically, create enunciative instances with different degrees of depth and preclude the attribution to the subject-humorist of the conjunction or disjunction of the values updated by the statement.The main purpose of this doctoral thesis is to describe, in the light of the French Semiotics, Greimasian, the shielding effect, understood here as a protection against the identification of the subject-humorist with a specific axiological universe, produced by humorous discourse. For this, we start from a conception of enunciation as a presupposed instance of the utterance which, as such, can only be described or reconstructed by the marks left in the utterance. As an implication of this conception of enunciation, we also try to describe the enunciative and communicative procedures that would characterize an identity dynamics, an enunciative procedure, therefore, what we call the subject-humorist. It is evident that our purpose is not to identify an empirical subject, but rather a discursive mode of operation that we think involves enunciative strategies, shifting out and shifting in; ambiguity of the communicative, fiduciary and veridictory agreement; and also the modes of interaction mobilized by the humorous statement. Since our object, the shield, does not lend itself to a numerically quantifiable analysis, we adopted a qualitative methodology. Through this path, we select texts recognized as humorous that assume the role of exemplifying our reflections about the phenomenon of shielding. The results of our analyzes showed that the shielding effect occurs as the mobilized enunciative procedures and the established communicative agreements empty the subject-humorist semantically, create enunciative instances with different degrees of depth and preclude the attribution to the subject-humorist of the conjunction or disjunction of the values updated by the statement.nÃo hÃhttp://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=20422application/pdfinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCinstname:Universidade Federal do Cearáinstacron:UFC2019-01-21T11:32:52Zmail@mail.com - |
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O presente trabalho tem por objetivo principal descrever, à luz da semiÃtica francesa, greimasiana, o efeito de blindagem, entendido aqui como uma proteÃÃo contra a identificaÃÃo do sujeito-humorista com um universo axiolÃgico especÃfico, produzido pelo discurso humorÃstico. Para tanto, partimos de uma concepÃÃo de enunciaÃÃo como instÃncia pressuposta do enunciado que, como tal, somente pode ser descrita ou reconstruÃda pelas marcas deixadas no enunciado. Como implicaÃÃo dessa concepÃÃo de enunciaÃÃo, buscamos ainda descrever os procedimentos enunciativos e comunicativos que caracterizariam uma dinÃmica identitÃria, um procedimento enunciativo, portanto, a que convencionamos chamar sujeito-humorista. Fica evidente que nosso propÃsito nÃo passa por identificar um sujeito empÃrico, mas sim um modo de operaÃÃo discursiva que julgamos envolver estratÃgias enunciativas, de debreagem e de embreagem; ambiguidade do acordo comunicativo, fiduciÃrio e veridictÃrio; e ainda os modos de interaÃÃo mobilizados pelo enunciado humorÃstico. Dado que nosso objeto, a blindagem, nÃo se presta a uma anÃlise quantificÃvel numericamente, adotamos uma metodologia qualitativa. Por esse caminho, selecionamos textos reconhecidos como humorÃsticos que assumem o papel de exemplificar nossas reflexÃes acerca do fenÃmeno de blindagem. Os resultados de nossas leituras demonstraram que o efeito de blindagem se produz à medida em que os procedimentos enunciativos mobilizados e os acordos comunicativos estabelecidos esvaziam semanticamente o sujeitohumorista, criam instÃncias enunciativas com diferentes graus de profundidade e impedem a atribuiÃÃo ao sujeito-humorista da conjunÃÃo ou disjunÃÃo dos valores atualizados pelo enunciado. O presente trabalho tem por objetivo principal descrever, à luz da semiÃtica francesa, greimasiana, o efeito de blindagem, entendido aqui como uma proteÃÃo contra a identificaÃÃo do sujeito-humorista com um universo axiolÃgico especÃfico, produzido pelo discurso humorÃstico. Para tanto, partimos de uma concepÃÃo de enunciaÃÃo como instÃncia pressuposta do enunciado que, como tal, somente pode ser descrita ou reconstruÃda pelas marcas deixadas no enunciado. Como implicaÃÃo dessa concepÃÃo de enunciaÃÃo, buscamos ainda descrever os procedimentos enunciativos e comunicativos que caracterizariam uma dinÃmica identitÃria, um procedimento enunciativo, portanto, a que convencionamos chamar sujeito-humorista. Fica evidente que nosso propÃsito nÃo passa por identificar um sujeito empÃrico, mas sim um modo de operaÃÃo discursiva que julgamos envolver estratÃgias enunciativas, de debreagem e de embreagem; ambiguidade do acordo comunicativo, fiduciÃrio e veridictÃrio; e ainda os modos de interaÃÃo mobilizados pelo enunciado humorÃstico. Dado que nosso objeto, a blindagem, nÃo se presta a uma anÃlise quantificÃvel numericamente, adotamos uma metodologia qualitativa. Por esse caminho, selecionamos textos reconhecidos como humorÃsticos que assumem o papel de exemplificar nossas reflexÃes acerca do fenÃmeno de blindagem. Os resultados de nossas leituras demonstraram que o efeito de blindagem se produz à medida em que os procedimentos enunciativos mobilizados e os acordos comunicativos estabelecidos esvaziam semanticamente o sujeitohumorista, criam instÃncias enunciativas com diferentes graus de profundidade e impedem a atribuiÃÃo ao sujeito-humorista da conjunÃÃo ou disjunÃÃo dos valores atualizados pelo enunciado. |
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The main purpose of this doctoral thesis is to describe, in the light of the French Semiotics, Greimasian, the shielding effect, understood here as a protection against the identification of the subject-humorist with a specific axiological universe, produced by humorous discourse. For this, we start from a conception of enunciation as a presupposed instance of the utterance which, as such, can only be described or reconstructed by the marks left in the utterance. As an implication of this conception of enunciation, we also try to describe the enunciative and communicative procedures that would characterize an identity dynamics, an enunciative procedure, therefore, what we call the subject-humorist. It is evident that our purpose is not to identify an empirical subject, but rather a discursive mode of operation that we think involves enunciative strategies, shifting out and shifting in; ambiguity of the communicative, fiduciary and veridictory agreement; and also the modes of interaction mobilized by the humorous statement. Since our object, the shield, does not lend itself to a numerically quantifiable analysis, we adopted a qualitative methodology. Through this path, we select texts recognized as humorous that assume the role of exemplifying our reflections about the phenomenon of shielding. The results of our analyzes showed that the shielding effect occurs as the mobilized enunciative procedures and the established communicative agreements empty the subject-humorist semantically, create enunciative instances with different degrees of depth and preclude the attribution to the subject-humorist of the conjunction or disjunction of the values updated by the statement. The main purpose of this doctoral thesis is to describe, in the light of the French Semiotics, Greimasian, the shielding effect, understood here as a protection against the identification of the subject-humorist with a specific axiological universe, produced by humorous discourse. For this, we start from a conception of enunciation as a presupposed instance of the utterance which, as such, can only be described or reconstructed by the marks left in the utterance. As an implication of this conception of enunciation, we also try to describe the enunciative and communicative procedures that would characterize an identity dynamics, an enunciative procedure, therefore, what we call the subject-humorist. It is evident that our purpose is not to identify an empirical subject, but rather a discursive mode of operation that we think involves enunciative strategies, shifting out and shifting in; ambiguity of the communicative, fiduciary and veridictory agreement; and also the modes of interaction mobilized by the humorous statement. Since our object, the shield, does not lend itself to a numerically quantifiable analysis, we adopted a qualitative methodology. Through this path, we select texts recognized as humorous that assume the role of exemplifying our reflections about the phenomenon of shielding. The results of our analyzes showed that the shielding effect occurs as the mobilized enunciative procedures and the established communicative agreements empty the subject-humorist semantically, create enunciative instances with different degrees of depth and preclude the attribution to the subject-humorist of the conjunction or disjunction of the values updated by the statement. |
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