Efeito do fortalecimento de músculos do quadril e tronco sobre a cinemática dos membros inferiores durante a descida de degrau

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Vanessa Lara de Araujo
Data de Publicação: 2013
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFMG
Texto Completo: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-97VHPJ
Resumo: Introdução: Durante atividades em cadeia cinemática fechada, como a descida de degraus, os movimentos de rotação medial e adução do quadriI são frequentemente acoplados à rotação medial e adução da coxa, ao deslocamento da articulação do joelho em direção à linha média do corpo (valgismo dinâmico do joelho), à rotação medial da perna e à pronação do complexo tornozelo-pé (CTP). O excesso desses movimentos está comumente relacionado à ocorrência de lesões no sistema musculoesquelético. A capacidade das estruturas do quadril em resistir ativamente e/ou passivamente à rotação medial e adução dessa articulação parece ser determinante para o controle do excesso de movimento do quadril, joelhoe CTP nos planos frontal e transverso e, consequentemente, para prevenção de lesões. Além disso, considerando a existência de conexões entre tecidose segmentos corporais, músculos do tronco também teriam potencial para influenciar a cinemática dos membros inferiores. Objetivos: (1) Investigar o efeito de um protocolo de fortalecimento de músculos do quadril (rotadores laterais e abdutores) e tronco (grande dorsal; rotadores e flexores laterais do tronco) sobre o desempenho muscular e sobre as propriedades passivas do quadril em mulheres saudáveis; (2) Investigar o efeito desse protocolo sobre a cinemática do membro inferior nos planos frontal e transverso durante a atividadede descida de degrau. Materiais e método: Um estudo experimental foi realizado com 34 mulheres, sendo 17 do grupo experimental (idade de 22,41 ± 3,81 anos) e 17 do grupo controle (idade de 21,71 ± 2,08 anos). O grupo experimental realizou três sessões semanais de fortalecimento de músculos do quadril e tronco durante oito semanas com cargas altas, enquanto os indivíduos do grupo controle foram orientados a continuar suas atividades habituais durante o período da intervenção. Antes e após a intervenção, as participantes foram submetidas aos seguintes testes: (1) avaliação do trabalho máximo concêntrico e excêntrico dos rotadores laterais do quadril no dinamômetro isocinético; (2) avaliação do torque passivo e posição de repouso do quadril durante o movimento de rotação medial dessa articulação no dinamômetro isocinéticoe (3) avaliação cinemática em três dimensões dos segmentos pelve, coxa, perna,retropé e antepé durante a tarefa de descida de degrau. Análises de variância (ANOVAs) mistas com um nível fatorial (grupos experimental e controle) e um nível de medidas repetidas (condições pré e pós-intervenção) foram utilizadas para investigar o efeito do programa de fortalecimento muscular sobre as variáveis mensuradas no dinamômetro isocinético. Em relação aos dados cinemáticos, a análise estatística foi realizada a partir da comparação entre as curvas obtidas nos dias da avaliação e reavaliação para cada ângulo analisado. Em cada porcentagem do tempo da descida de degrau, intervalos de confiança (95% IC) foram calculados para as diferenças entre as posições angulares das curvas da avaliação e reavaliação. Um nível de significância de 0,05 foi estabelecido para todas as análises. Resultados: As variáveis de desempenho máximo dos músculos do quadril apresentaram efeito principal significativo para interação grupo/condição (p < 0,001) nas ANOVAs mistas. Os contrastes demonstraram que o programa de fortalecimento aumentou o trabalho máximo concêntrico (p< 0,001) e excêntrico (p < 0,001) dos rotadores laterais do quadril. Em relação ao torque passivo, a ANOVA mista revelou efeito principal significativo para condição (p = 0,024), ou seja, foi observado aumento significativo do torque passivo apenas quando as voluntárias do grupo controle e experimental foram analisadas em conjunto. A variável posição de repouso do quadril apresentou efeito principal significativo para interação grupo/condição (p = 0,026), sendo que a comparação entre as condições avaliação e reavaliação indicou que o programa de fortalecimento muscular deslocou a posição de repouso do quadril na direção da rotação lateral (p < 0,001). Em relação às variáveis cinemáticas, observou-se que o fortalecimento muscular reduziu aadução do quadril (de 93 a 100% do período da descida de degrau), da coxa (de 96 a 100%) e da perna (de 0 a 95% e 98 a 100%), bem como diminuiu a eversão do antepé em relação à perna (de 0 a 35%). No grupo controle, houve redução da rotação medial do quadril no instante de 91% do período da descida dedegrau. Como a diferença foi observada em um único instante, a mesma foi considerada pouco relevante. Conclusão: O programa de fortalecimento muscular aumentou o trabalho máximo concêntrico e excêntrico dos músculos do quadril e deslocou a posição de repouso dessa articulação. Além disso, o protocolo de intervenção reduziu a adução do membro inferior e a pronação do CTP durante a descida de degrau.
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spelling Sergio Teixeira da FonsecaAnamaria Siriani de OliveiraPaula Lanna Pereira da SilvaVanessa Lara de Araujo2019-08-14T04:36:57Z2019-08-14T04:36:57Z2013-02-15http://hdl.handle.net/1843/BUOS-97VHPJIntrodução: Durante atividades em cadeia cinemática fechada, como a descida de degraus, os movimentos de rotação medial e adução do quadriI são frequentemente acoplados à rotação medial e adução da coxa, ao deslocamento da articulação do joelho em direção à linha média do corpo (valgismo dinâmico do joelho), à rotação medial da perna e à pronação do complexo tornozelo-pé (CTP). O excesso desses movimentos está comumente relacionado à ocorrência de lesões no sistema musculoesquelético. A capacidade das estruturas do quadril em resistir ativamente e/ou passivamente à rotação medial e adução dessa articulação parece ser determinante para o controle do excesso de movimento do quadril, joelhoe CTP nos planos frontal e transverso e, consequentemente, para prevenção de lesões. Além disso, considerando a existência de conexões entre tecidose segmentos corporais, músculos do tronco também teriam potencial para influenciar a cinemática dos membros inferiores. Objetivos: (1) Investigar o efeito de um protocolo de fortalecimento de músculos do quadril (rotadores laterais e abdutores) e tronco (grande dorsal; rotadores e flexores laterais do tronco) sobre o desempenho muscular e sobre as propriedades passivas do quadril em mulheres saudáveis; (2) Investigar o efeito desse protocolo sobre a cinemática do membro inferior nos planos frontal e transverso durante a atividadede descida de degrau. Materiais e método: Um estudo experimental foi realizado com 34 mulheres, sendo 17 do grupo experimental (idade de 22,41 ± 3,81 anos) e 17 do grupo controle (idade de 21,71 ± 2,08 anos). O grupo experimental realizou três sessões semanais de fortalecimento de músculos do quadril e tronco durante oito semanas com cargas altas, enquanto os indivíduos do grupo controle foram orientados a continuar suas atividades habituais durante o período da intervenção. Antes e após a intervenção, as participantes foram submetidas aos seguintes testes: (1) avaliação do trabalho máximo concêntrico e excêntrico dos rotadores laterais do quadril no dinamômetro isocinético; (2) avaliação do torque passivo e posição de repouso do quadril durante o movimento de rotação medial dessa articulação no dinamômetro isocinéticoe (3) avaliação cinemática em três dimensões dos segmentos pelve, coxa, perna,retropé e antepé durante a tarefa de descida de degrau. Análises de variância (ANOVAs) mistas com um nível fatorial (grupos experimental e controle) e um nível de medidas repetidas (condições pré e pós-intervenção) foram utilizadas para investigar o efeito do programa de fortalecimento muscular sobre as variáveis mensuradas no dinamômetro isocinético. Em relação aos dados cinemáticos, a análise estatística foi realizada a partir da comparação entre as curvas obtidas nos dias da avaliação e reavaliação para cada ângulo analisado. Em cada porcentagem do tempo da descida de degrau, intervalos de confiança (95% IC) foram calculados para as diferenças entre as posições angulares das curvas da avaliação e reavaliação. Um nível de significância de 0,05 foi estabelecido para todas as análises. Resultados: As variáveis de desempenho máximo dos músculos do quadril apresentaram efeito principal significativo para interação grupo/condição (p < 0,001) nas ANOVAs mistas. Os contrastes demonstraram que o programa de fortalecimento aumentou o trabalho máximo concêntrico (p< 0,001) e excêntrico (p < 0,001) dos rotadores laterais do quadril. Em relação ao torque passivo, a ANOVA mista revelou efeito principal significativo para condição (p = 0,024), ou seja, foi observado aumento significativo do torque passivo apenas quando as voluntárias do grupo controle e experimental foram analisadas em conjunto. A variável posição de repouso do quadril apresentou efeito principal significativo para interação grupo/condição (p = 0,026), sendo que a comparação entre as condições avaliação e reavaliação indicou que o programa de fortalecimento muscular deslocou a posição de repouso do quadril na direção da rotação lateral (p < 0,001). Em relação às variáveis cinemáticas, observou-se que o fortalecimento muscular reduziu aadução do quadril (de 93 a 100% do período da descida de degrau), da coxa (de 96 a 100%) e da perna (de 0 a 95% e 98 a 100%), bem como diminuiu a eversão do antepé em relação à perna (de 0 a 35%). No grupo controle, houve redução da rotação medial do quadril no instante de 91% do período da descida dedegrau. Como a diferença foi observada em um único instante, a mesma foi considerada pouco relevante. Conclusão: O programa de fortalecimento muscular aumentou o trabalho máximo concêntrico e excêntrico dos músculos do quadril e deslocou a posição de repouso dessa articulação. Além disso, o protocolo de intervenção reduziu a adução do membro inferior e a pronação do CTP durante a descida de degrau.Introduction:During closed kinematic chain activities, such as stair descent, the movements of hip medial rotation and adduction are often coupled to medial rotation and adduction of the thigh, displacement of the knee joint toward the bodys midline (dynamic knee valgus), medial rotation of the shank and pronation of the ankle-foot complex (AFC). The excess of these movements is commonly related to the occurrence of musculoskeletal injuries. The capacity of the hip structures to actively and/or passively resist medial rotation and adduction of this joint may be crucial to control excessive movement of the hip, knee and AFC in the frontal and transverse planes. Furthermore, considering the existence of connections between bodys tissuesand segments, muscles of the trunk can also influence the kinematics of the lower limbs. Objectives:(1) To investigate the effect of a strengthening program of hip muscles (abductors and lateral rotators) and trunk muscles (latissimusdorsi and lateral flexors and rotators of the trunk) on muscle performance and onpassive properties of the hip joint in healthy women; (2) To investigate the effect of this program on the kinematics of the lower limb in the frontal and transverse planes during a single limb step down. Materials and method: An experimental study was carried out with 34 women. Seventeen participants were allocated in the experimental group (age of 22.41 ± 3.81 years and BMI of 21 ± 1. 45 kg/m2) and 17 in the control group (21.71 ± 2.08 age years and BMI 19.99± 2.26 kg/m2). The experimental group performed three weekly sessions of high loading strengthening of the hip and trunk muscles for eight weeks. The individuals of the control group were instructed to continue theirnormal activities during this period. Before and after the intervention period, the participants were subjected to the following tests: (1) evaluation of maximum concentric and eccentric work of the hip lateral rotators muscles at an isokinetic dynamometer; (2) evaluation of hip passive torque and resting position during medial rotation of this joint at the isokinetic dynamometer and (3) three-dimensional kinematic assessment of the pelvis, thigh, shank, rearfoot and forefoot during step down task. Mixed design analyses of variance (ANOVAs) with one between-subject effect (experimental and control groups) and one within-subject effect (pre- and post-training) were used to investigate the effect of strengthening program on active and passive variables measured at the isokinetic dynamometer. For the kinematic data, the statistical analysis was made by comparing the curves obtained on the assessment and reassessment for each angle analyzed. At each percentage of the step-down cycle, confidence intervals (95% CI) were calculated for the differences between the angular positions of the curves obtained in the evaluation and reevaluation. The significance level was set at 0.05 for all analyses. Results:The variables related to the maximum performance of hip muscles demonstrated significantmain effect for group X condition interaction (p < 0.001) in mixed ANOVAs. The contrasts showed that the strengthening program increased the maximum concentric (p < 0.001) and eccentric work (p < 0.001) of the hip lateral rotators. Regarding thepassive torque, the mixed ANOVA revealed significant main effect for condition (p = 0.024), i.e., significant increase was observed in the passive torque only when the participants of control and experimental groupswere analyzed together. The analysis of hip resting position showed significantmain effect for group X condition interaction (p = 0.026), and the comparison between pre- and post-training conditions indicated that the strengthening program shifted the hip resting position in the direction of lateral rotation (p < 0.001). Regarding the kinematic variables, it was observed that the strengthening program decreased adduction of the hip (93 to 100% of the period of the step down task), the thigh (96 to 100%) and the shank (0 to 95% and 98 to 100%), as well as, decreased the eversion of the forefoot in relation to the shank (0 to 35%). In the control group, there was a reduction of hip medial rotationat the moment of 91% of the period of the step down task. As the difference wasobserved in a single instant, it was considered of little relevance. Conclusion:The strengthening program increased the concentric and eccentric maximum workof the hip muscles and shifted the hip resting position. Furthermore, thisprotocol reduced lower limb adduction and AFC pronation during single limb stepdown task.Universidade Federal de Minas GeraisUFMGFisioterapiaMusculaçãoMembros inferioresCinemáticaDescida de degrauFortalecimento muscularMembros inferioresCinemáticaEfeito do fortalecimento de músculos do quadril e tronco sobre a cinemática dos membros inferiores durante a descida de degrauinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMGORIGINALdisserta__o_vanessa_vers_o_final.pdfapplication/pdf5431978https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-97VHPJ/1/disserta__o_vanessa_vers_o_final.pdfc1d34221ab876fe9cb695eac77162860MD51TEXTdisserta__o_vanessa_vers_o_final.pdf.txtdisserta__o_vanessa_vers_o_final.pdf.txtExtracted texttext/plain134877https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-97VHPJ/2/disserta__o_vanessa_vers_o_final.pdf.txt000aed2e3059c4d418e5485b9f8c67ffMD521843/BUOS-97VHPJ2019-11-14 16:26:10.515oai:repositorio.ufmg.br:1843/BUOS-97VHPJRepositório de PublicaçõesPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oaiopendoar:2019-11-14T19:26:10Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false
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