CARACTERIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRESTADA AOS PORTADORES DE FERIDAS CRÔNICAS, USUÁRIOS DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE, REGIONAL SUL, MARINGÁ-PR

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: MARTINS, Mônica Giacomini
Data de Publicação: 2005
Outros Autores: SANTOS, Marieta Fernandes, ARAÚJO, Alana Cristina de, FACCO, Rosimeire, SANTOS, Marinaldo José dos
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Digital Unicesumar
Texto Completo: http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/7584
Resumo: Feridas crônicas são lesões de longa duração e de reincidência freqüente – 80 a 90% de recorrência. São debilitantes na sua persistência, podendo levar à internação hospitalar. São causas de incapacidade e dependência e representam um importante problema de saúde, quer pela sua prevalência, pelo custo econômico de tratamento e pelo custo social que a incapacidade e a dependência trazem. A qualidade de vida dos pacientes portadores de feridas crônicas é afetada pela dor, por reações emocionais e pela restrição física que levam ao isolamento social, e interferem nas atividades de vida diária, trabalho e lazer. Objetivos: Caracterizar a assistência de Enfermagem prestada aos pacientes portadores de feridas crônicas nas cinco UBS (Unidades Básicas de Saúde) da região sul do Município de Maringá-PR. Identificar a existência de fatores relacionados à assistência de enfermagem como forma de determinação do processo de cronificação da doença, e conhecer o significado que o portador de ferida crônica e sua família conferem à presença de ferida crônica. Método:Trata-se de um estudo descritivo-exploratório sobre a caracterização da assistência de enfermagem prestada aos pacientes portadores de feridas crônicas nas cinco UBS (Unidades Básicas de Saúde) da região sul do Município de Maringá-PR. Utilizou-se como método a análise dos prontuários de 21 pacientes referendados pelas UBS como portadores de feridas crônicas de diferentes etiologias. Resultado: Realizou-se a entrevista domiciliar apenas em 11 pacientes, observando-se a presença de hipertensão em 6 (54,5%), de doenças vasculares em 5 (45,4%) e diabetes em 4 (36,4%) destes pacientes. As feridas apresentavam ausência de tecido necrosado, 6 (54,5%) com tecido de granulação e 4 (36,3%) com início de tecido de epitelização. Ao questionar os pacientes e familiares sobre o significado da convivência com a ferida levantou-se alguns aspectos demonstrando que há comprometimento da relação interpessoal, da relação com o trabalho e dificuldades familiares de cuidar do portador de ferida. Conclusão: O resultado deste estudo levou-nos a refletir quanto à falta de capacitação técnica e o despreparo no atendimento a população em relação às necessidades biopsicossociais. As condições que normalmente acompanham esta situação incluem a falta de conhecimento dos profissionais de enfermagem e conseqüentemente dos familiares do próprio paciente pela falta de informações. Torna-se primordial que os profissionais de saúde estabeleçam prioridades no atendimento aos pacientes com feridas crônicas tendo em vista estudos que demonstram a cicatrização quando existe o cuidado constante por meio de curativos domiciliares.
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