Os bens ferroviários nos tombamentos do Estado de São Paulo (1969 - 1984)
Autor(a) principal: | |
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Data de Publicação: | 2016 |
Tipo de documento: | Dissertação |
Idioma: | por |
Título da fonte: | Repositório Institucional da UNESP |
Texto Completo: | http://hdl.handle.net/11449/135887 |
Resumo: | Os tombamentos de bens ferroviários no Estado de São Paulo tiveram início com a abertura do processo de tombamento da Estação Ferroviária de Bananal, no final dos anos de 1960. Entre 1969 e 1984, recorte deste estudo, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) tombou nove bens de origem ferroviária. Tais proteções, em sua maioria, compreendem apenas o edifício de embarque e desembarque de passageiros. O elevado número de estações reconhecidas no Estado é apontado como uma tendência nostálgica e como um tratamento unitário das partes (RODRIGUES, 1994). Para a autora, não há dúvidas de que são elementos relevantes na composição das memórias, contudo, pouco esclarecedores da importância tecnológica e econômica das ferrovias. A partir dessas considerações, nos interessa saber: quais os argumentos que justificaram as proteções de bens ferroviários no período? Para investigar esse problema, tomaremos como estudo de caso o tombamento do Acervo da Estrada de Ferro Perus-Pirapora. Objetivamos, assim, compreender os argumentos de valoração e os conflitos presentes nesse processo de tombamento. Com isso, visamos contribuir com as reflexões sobre as práticas oficiais de preservação do patrimônio ferroviário no Estado de São Paulo. Dada a ausência de uma política de preservação específica dos bens ferroviários no período, temos a hipótese de que esses bens foram protegidos com base em múltiplas interpretações e valores. |
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Os bens ferroviários nos tombamentos do Estado de São Paulo (1969 - 1984)Los bienes ferroviários en las protecciones patrimoniales en São Paulo (1969 - 1984)Patrimônio ferroviárioPráticas de preservaçãoTombamentoMemóriaCONDEPHAATMemoryRailway heritagePreservation practicesHeritage preservationOs tombamentos de bens ferroviários no Estado de São Paulo tiveram início com a abertura do processo de tombamento da Estação Ferroviária de Bananal, no final dos anos de 1960. Entre 1969 e 1984, recorte deste estudo, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) tombou nove bens de origem ferroviária. Tais proteções, em sua maioria, compreendem apenas o edifício de embarque e desembarque de passageiros. O elevado número de estações reconhecidas no Estado é apontado como uma tendência nostálgica e como um tratamento unitário das partes (RODRIGUES, 1994). Para a autora, não há dúvidas de que são elementos relevantes na composição das memórias, contudo, pouco esclarecedores da importância tecnológica e econômica das ferrovias. A partir dessas considerações, nos interessa saber: quais os argumentos que justificaram as proteções de bens ferroviários no período? Para investigar esse problema, tomaremos como estudo de caso o tombamento do Acervo da Estrada de Ferro Perus-Pirapora. Objetivamos, assim, compreender os argumentos de valoração e os conflitos presentes nesse processo de tombamento. Com isso, visamos contribuir com as reflexões sobre as práticas oficiais de preservação do patrimônio ferroviário no Estado de São Paulo. Dada a ausência de uma política de preservação específica dos bens ferroviários no período, temos a hipótese de que esses bens foram protegidos com base em múltiplas interpretações e valores.The preservation of railway heritage in the State of São Paulo started at the end of 1960s with the beginning of the process of Bananal Rail Station. Between 1969 and 1984, part of this study, the Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), defense council of heritage, recognized nine railway heritages. Most of these protections consists only the departure and arrival buildings for passengers. The high number of recognized stations in the State is pointed as a nostalgic tendency and unitary treatment of the parts (RODRIGUES, 1994). For the authoress, there is no doubt that are relevant elements in memory compositions, however, little illustrative for technologic and economic importance of the railways. From these considerations, is our interest: what argument justified the protections of railway heritages in the period? To act in this problem we will take as study the heritage preservation of Perus Pirapora Railway case. Thereby, we have as goal comprehend the arguments for the valuation and conflicts present in this protection process, for then contribute with reflexions about the official practices in the railway heritage preservation in the State of São Paulo. Given the lack of definition for preservation in the period, we have the hyphotesis that the railway heritages were protected based on multiple interpretations and values.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP 2014/04139-6Universidade Estadual Paulista (Unesp)Oliveira, Eduardo Romero de [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Moraes, Ewerton Henrique de [UNESP]2016-03-04T17:02:22Z2016-03-04T17:02:22Z2016-02-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/13588700087228433004056090P363855646454456070000-0002-1287-4798porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-04-22T13:12:45Zoai:repositorio.unesp.br:11449/135887Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestopendoar:29462024-08-05T16:26:01.186820Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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Os tombamentos de bens ferroviários no Estado de São Paulo tiveram início com a abertura do processo de tombamento da Estação Ferroviária de Bananal, no final dos anos de 1960. Entre 1969 e 1984, recorte deste estudo, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) tombou nove bens de origem ferroviária. Tais proteções, em sua maioria, compreendem apenas o edifício de embarque e desembarque de passageiros. O elevado número de estações reconhecidas no Estado é apontado como uma tendência nostálgica e como um tratamento unitário das partes (RODRIGUES, 1994). Para a autora, não há dúvidas de que são elementos relevantes na composição das memórias, contudo, pouco esclarecedores da importância tecnológica e econômica das ferrovias. A partir dessas considerações, nos interessa saber: quais os argumentos que justificaram as proteções de bens ferroviários no período? Para investigar esse problema, tomaremos como estudo de caso o tombamento do Acervo da Estrada de Ferro Perus-Pirapora. Objetivamos, assim, compreender os argumentos de valoração e os conflitos presentes nesse processo de tombamento. Com isso, visamos contribuir com as reflexões sobre as práticas oficiais de preservação do patrimônio ferroviário no Estado de São Paulo. Dada a ausência de uma política de preservação específica dos bens ferroviários no período, temos a hipótese de que esses bens foram protegidos com base em múltiplas interpretações e valores. |
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