Nova bildung e hiperformatividade contemporânea
Autor(a) principal: | |
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Data de Publicação: | 2016 |
Tipo de documento: | Artigo |
Idioma: | por |
Título da fonte: | Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos) |
Texto Completo: | https://doi.org/10.25755/int.8465 |
Resumo: | O trabalho traz reflexões acerca do conceito de bildung e das atualizações na noção contemporânea de formatividade que têm, atualmente, apontado para formas específicas de governo das subjetividades, baseadas sobretudo em racionalidades de cunho neoliberal que imprimem à ideia de formação um sentido acima de tudo individualizante, já de certa forma visível na noção clássica, mas que se amplia sobremodo em sua ligação atual com uma infinitude formativa, evidente nos discursos contemporâneos de aprendizagem ao longo da vida, e com uma preparação prioritariamente laboral, visível sobretudo a partir das produções e pensamentos que se desenvolvem com a teoria do capital humano, proposta inicialmente por Theodore Schultz. Para isso, parte da análise da obra “A educação estética do homem”, de Friedrich Schiller, mapeando algumas das mais importantes inversões que, até aqui, foram capazes de manter a noção de bildung operacional, sem deixar de atentar para as lógicas liberais que, atualmente, buscam captura-la. Se a pesquisa encontra, por um lado, algumas continuidades que tornam o pensamento schilleriano ainda atual, sendo a busca da liberdade, de certa essencialidade subjetiva e de um ideal moral e estético as mais importantes delas, é também por meio de algumas importantes diferenciações que se funda uma “nova” bildung, de natureza neoliberal, pautada em ideais de consumo e eterna incompletude, que converte o homem bem formado da educação estética em indivíduo capaz de gerencializar a própria vida e suas aquisições formativas, devedor do homo oeconomicus de que, já há algumas décadas, nos falava a obra foucaultiana. |
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